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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

De Nosferatu à Crepúsculo


A segmentação entre filmes alternativos e comerciais é cada vez mais presente no mercado cinematográfico

As pessoas gostam de criar estereótipos e na relação com o cinema não é diferente. Rótulos como Cult, Alternativo e Clássico são utilizados pela mídia para catalogar filmes e segmentar públicos, porém, poucas são as pessoas que conseguem compreender essas diferenças.

O cineasta Anderson Craveiro, conta que esse termo “Cult” se disseminou na década de 80, quando encontrava-se nas prateleiras das locadoras a etiqueta “cult”. Esta era destina aqueles filmes raramente locados e com uma temática diferente dos demais.

De acordo com o crítico de cinema Carlos Eduardo Lourenço, esses termos são extremamente subjetivos, o que é cult para um pode não ser para outro e o mesmo acontece com os clássicos. “Eu vejo pelo canal Tele Cine Cult, para mim aquilo é um balaio de gato, tem de tudo, mas para a pessoa que faz a programação, são apenas são filmes cults”, diz Lourenço.

Já com os filmes alternativos é diferente. Por tratar-se de um conceito mais amplo, pode ser utilizado em diversos gêneros culturais, referindo-se a um mercado a parte do que é visto na mídia.

Para o estudante de publicidade e cinéfilo assumido, Mateus Grazina, estes termos não fazem o menor sentido. O Filme é uma expressão artística, e tanto um popular como Gremilins quanto um cult como Jules e Jim merecem o mesmo respeito. Afinal, comercial ou não, o que conta é como o filme atinge o telespectador. “Cult é um termo de locadora para catalogar filmes, que intelectuais gostam de assistir”, complementa Grazina.

Essa diferenciação não fica apenas para se referir a um filme, mas também quando de trata do Cinema em si. Londrina possui dois cinemas principais. O Multiplex Catuaí, destinado a filmes de grande bilheteria e o Cine Comtour, que se preocupa em exibir filmes que, normalmente, seriam excluídos dos grandes cinemas.

Craveiro ainda diz que os filmes cults, também podem ser considerados como filmes autorais. Ao invés de seguirem uma estrutura de roteiro popular e com a garantia de sucesso, o filme é rodado de acordo com os conceitos pessoais do diretor. “Muitos filmes são produzidos para públicos direcionados e até mesmo já como ganhadores de prêmios. Em contrapartida, os autorais ou cults, não possuem um compromisso com o mercado”.

Por essa razão, muitos diretores são rotulados como comerciais ou cults, e na maioria das vezes, injustamente. O mesmo diretor pode fazer diferentes tipos de filme. Spielberg é capaz de podruzir uma aventura infantil como E.T ou nos levar a severas reflexões em A Lista de Shindler.

Vale considerar também que há uma confusão entre clássicos e cults. Um filme não se torna cult, apenas por ser antigo. Afinal, muito considerados cults, como Os pássaros de Hitchcock, já foram comerciais em sua época de lançamento. Ou seja, é possível um filme popular se tornar cult apenas por mudar de público alvo? Para responder essa pergunta, precisa-se primeiro entender o que torna um filme cult.

De acordo com Carlos Eduardo, o termo cult, vem de “culto ao filme”, isto é, voltado para um público que tem o cinema como paixão. Pode-se dizer ainda, que o cult é um filme não para ser entendido e sim, sentido.

Já os filmes de entretenimento, também considerados como comerciais, aqueles que costumamos ver em grandes telas de cinemas, são feitos para momentos de lazer e, normalmente, não demandam reflexão por parte do telespectador. Estes atingem grandes bilheterias e costumam possuir temas repetidos. Muitas vezes até parecem releituras de clássicos.

Não é possível assegurar que essa segmentação seja boa ou ruim. Anderson ainda garante, “Não é possível dizer qual filme é melhor ou pior, cult ou comercial, gosto é gosto”.

A Crítica de Cinema

Com o excesso da liberdade de expressão proporcionado pelo advento da internet, qualquer pessoa pode liberar informações na rede. A crítica de cinema, que antes exigia um alto nível intelectual, hoje pode ser escrita e veiculada por qualquer um que esteja conectado.

De acordo com o crítico de cinema, formado pela FAAP, Carlos Eduardo Lourenço, esse fenômeno é indiferente pra quem realmente procura informação de qualidade, afinal deve-se avaliar a fonte de informação que prove a crítica. “Sem querer generalizar a crítica virtual como ruim, a internet disponibiliza sites de críticas confiáveis e com autores capacitados, porém estes são a minoria”, diz Lourenço.

O processo para desenvolver uma crítica é complexo e exige bagagem e estudo do autor. O conhecimento é necessário para que a obra seja vista com um olhar diferente, mais denso, do que o dos leitores leigos.

Para a designer Gabriela Duarte, a crítica não influencia tanto, pois prefere assistir ao filme e tirar suas próprias conclusões. Carlos Eduardo diz que acontece com Gabriela é o mesmo que acontece com muitos dos brasileiros que não estão habituados a levar a crítica em consideração, e para ele, este formato tem muito a crescer no pa

Cinema ontem e hoje

De Nosferatu à Crepúsculo, o cinema sempre esteve presente na vida das pessoas. Seja em uma pequena sala de projeção, ou no conforto de casa em frente ao computador, histórias contadas em forma de imagem, sempre causaram fascínio ao telespectador.

A princípio o cinema era tido como um ritual. Uma vez por semana, pessoas colocavam as melhores roupas para irem à uma única sessão se divertir com seus atores favoritos. Com a virada do século e a chegada da internet, criou-se um mundo virtual de opções de downloads de filmes. Inclusive películas mais antigas, e até então tidas como raras, estão ao alcance de um clique.

A cinéfila e designer Gabriela Duarte, que costuma baixar filmes da internet, diz manter a prática pela comodidade. “Além de ter acesso a um acervo variado, posso assistir ao filme no momento que for mais apropriado”.


Nayara Luchetti e Rafaela Abreu

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nas Telonas

Sexta-feira dia de estreias no cinema de todo o país, que tal uma dica de filme para conferir este final de semana?! "Incontrolável" com Denzel Washington e Chris Pine traz de volta um bom enredo por trás dos filmes de ação.


Washington e Pine em cena do longa

A bem sucedida parceria entre o diretor Tony Scott e o ator Denzel Washington pode ser vista mais uma vez nas salas de cinema de todo o país no thriller de ação “Incontrolável”. O filme corresponde à quinta colaboração entre o diretor e ator que já trabalharam juntos em “Maré Vermelha” (1995), “Chamas da Vingança” (2004), “Déjá Vu” (2006) e “O Seqüestro do Metrô 1 2 3” (2009).

O filme foge do estereótipo atual de filmes de ação, ou seja, aqueles com efeitos especiais nunca vistos antes e com uma trama que não é tão intrigante e nem tão boa a ponto de conquistar o espectador. “Incontrolável” traz de volta a simplicidade e o bom enredo aos filmes de ação.

A história gira em torno de dois personagens centrais, Frank Barns (interpretado por Washington), um veterano controlador de trem e um inexperiente condutor – Will Conson (interpretado por Chris Pine) - em seu primeiro dia de trabalho. O que parecia ser um dia normal em uma locomotiva de carga, passa a ser uma corrida contra o tempo para parar o trem 777 que está descontrolado, em alta velocidade e carregado de substância inflamável e química, após ser abandonado por seu maquinista ainda no pátio da empresa ferroviária.

A princípio o filme que pode parecer ter um enredo óbvio e se espera que Denzel Washington, como sempre, seja o bonzão e salve tudo e todos, surpreende o espectador. As sequências de cenas são muito bem feitas, intercalando os personagens centrais e os dramas de suas vidas pessoais, suas ações na locomotiva frente à situação do incontrolável 777, as ações e reações na empresa ferroviária, bem como o papel da imprensa, da polícia e das pessoas comuns que podem acabar vítimas de toda a tragédia.

Além disso o fato do filme ser baseado em fatos reais, mais especificamente em uma situação parecida que aconteceu em Ohio nos Estados Unidos em 2001, torna a atração ainda mais interessante. Boas atuações e uma boa trama tornam esse filme de ação uma ótima opção, não espere pelo DVD!




Rafaela Righetti

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cinema - Cada um com seu estilo





Você já parou pra pensar que nossas vidas são compostas de situações e que cada uma delas, por menor que seja, desencadeia a nossa história?

Um sim dito na hora certa, ou na hora errada pode transformar toda uma vivencia, ou o simples ato de viver ou não uma situação pode te salvar ou te destruir. E se a vida fosse um filme? Essas situações seriam como cenas, guiadas á um fim maior, cada SIM ou NÃO seria estrategicamente colocado para que o final fosse grandioso ou até mesmo frustrante dependendo do do diretor ou autor.

Fato é, conforme a historia do mundo foi se desenvolvendo, o cinema foi junto, e os diretores e autores se destacando. No principio o autor do filme era diferente do roteirista e mais ainda do diretor. O autor criava a história, o roteirista a transformava em script e o diretor garantia que tudo ficasse perfeito e atrativo ao público. Porém, coma Nouvelle Vague essas funções foram se misturando, o autor era também roteirista e diretor, tudo para que a obra fosse fiel a idéia original e garantindo que a protagonista fosse a musa suprema do filme, musa essa que geralmente era amante desse grande feitor do filme.

Após a Nouvelle Vague, essa mania de misturar as funções foi se dissipando e na atualidade depende de cada filme, alguns diretores aclamados por serem fieis ao seu estilo costumam manter essa forma de trabalhar, fazendo não apenas o roteiro como também dirigindo o Longa. Desta forma, se obtém obras que são como peças de um mesmo desfile. É fácil perceber quando um filme pertence a um determinado diretor, e estes criam marcas que são encontradas em todas as suas produções.

Para deixar claro através de explicações, imaginemos a seguinte situação, digamos que você acorda de um acidente de carro terrível e está num hospital, o seu médico entra e começa a conversar com você, se a vida fosse um filme, o curso dos acontecimentos dependeria do diretor, por exemplo:

Almodovar: você puxaria conversa com o médico, mas ele estaria ocupado demais pra falar com você, até que ele nota uma certa beleza diferente em você e resolve perguntar coisas sobre sua vida, mas o que você não sabe, é que o médico se veste de mulher todos os dias a noite em sua casa e fica se imaginando mulher, mas você é tão linda que talvez ele pudesse ser como você, ou ter você, dependendo da noite. Quem sabe ele até não te ajuda a fugir do hospital?

Tarantino: você acorda e está sozinho, o médico entra na sala e não puxa conversa, apenas olha seu soro, você tenta se sentar na cama quando o médico te da as costas, avista uma faca em sua calça jeans na poltrona ao lado, quando o médico vira, você observa que ele é chinês! Então percebe uma roupa preta por de baixo do jaleco, vocês se olham de forma assustadora enquanto os olhares se atravessam uma música tirada de algum filme dos anos 40 invade a sala, tecladas agudas de um piano, um duelo está por vir, quando se ouve apenas o afiado da espada do médico se levantando, você corre pegar sua faca e uma luta sangrenta se inicia! Letras de gibi aparecem na tela “o duelo da vingança”.

Woody Allen: você acorda e se depara com um médico de meia idade, se lembra que o acidente tinha sido uma tentativa frustrada de suicídio e pergunta pro médico porque diabos não conseguiu morrer, ele diz que não é tão fácil assim, e que se fosse metade dos problemas dele já haviam sido resolvidos, você não sabe se isso é porque ele também tenta, ou simplesmente porque há muitos casos de suicídio mal sucedidos do no hospital, mas não se atreve a perguntar. O médico diz que já já você sairá do hospital e voltará a vida normal. Você ri pergunta se ele tem alguma sugestão de vida pra te dar, ele diz que é divorciado e recebe mal, se você quiser tomar um café com ele um dia desses, tudo bem. Se não, pede pra que você se lembre de soltar o cinto da próxima vez. Fim de cena.

bom, como eu não sou nenhum crítico expert, não vou citar todos os diretos com estilo próprio do mundo, mas vale dizer que algumas marcas são mundialmente conhecidas, assim como se fosse uma cena do Ingmar Bergman seriamos perseguidos com um diálogo de dez minutos sobre as razões dos dois estarem ali e da existência deles e de como talvez, suas vidas estivessem fadadas a se encontrar, ou não. Se a cena fosse de James Cameron, teríamos um belo de um blockbuster prestes a nos encontrar e provavelmente algum herói invadiria o hospital e te transformaria em mocinha ou em um companheiro de aventuras, se fosse de Spilberg teríamos algo provavelmente mágico e grandioso a acontecer, como se você estivesse no hospital porque tentaram te matar afinal você é herdeiro de uma missão multi milionária de achar um tesouro que está em uma mapa de símbolos que seu avô te de deu quando morreu.

Lars Von Trier, teria noa abençoado com uma grande cena de 10 minutos de procedimentos médicos comuns, como exames e injeções enquanto nos aventuraríamos pelos pensamentos inócuos da personagem deitada na cama.

Já se o filme fosse de David Lynch provavelmente o médico teria uma cabeça de boi e você descobria que não está num hospital, e sim num abatedouro humano e deveria engordar 100 kilos nos próximos 10 dias para servir de jantar no casamento da filha bovina do médico. Fez sentido? Quem liga? Lynch é pra sentir, não entender.

O propósito de todas essas situalções mudarem tanto de diretor pra diretor, é justamente que a maioria desses vem criando seus próprios roteiros e adaptações, desta maneira se mantendo fiel à um estilo próprio e criando uma legião de fãs por todo mundo.

O motivo de Bastardos Inglórios ter sido tão criticado em Canne foi justamente o fato de ser um amontoado de coisas que o Tarantino gosta montado em um filme “fácil de executar” sem se preocupar se o publico vai gostar. Mas foi justamente por ser a cara do Tarantino que o público amou. Um fracasso para os críticos, mais um objeto de desejo pros fãs.

A dica para os viciados em cinema, é conhecer vários filmes de um mesmo diretor, e pode se tornar uma missão divertida identificar a coerência entre eles, as marcas da personalidade de cada construtor das melhores obras do mundo cinematográfico. De Pulp Fiction à Cidade dos sonhos há um mundo de opções encantadoras dos melhores diretores. É possível traçar uma seqüência de filmes para se tornar um expert em cinema e conseguir encontrar essas marcas dos diretores, mas isso é um assunto pra outro post.

Nayara Luchetti

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Destaques do Cinema de 2010

Pegando uma caroninha básica no post anterior que falou sobre cinema, que tal falarmos sobre os detaques do cenário cinematográfico neste ano de 2010?! O New York Times fez uma sessão de fotos incríveis com os catorze principais nomes das telonas no decorrer deste ano. O diário nova-iorquino classificou as fotos como justa homenagem aos atores e atrizes que fizeram bonito e trouxeram talento além do glamour que já apresentam fora das salas de cinema.

Dentre as fotos e personalidades escolhi quatro para comentar por aqui, então vamos a eles!


Michael Douglas. 2010 não foi um dos melhores anos para Douglas. Após ser diagnosticado com um câncer na garganta, o marido de Katherine Zeta-Jones teve que enfrentar ao longo do ano sessões de quimioterapia, além do bafafá homérico da imprensa que não perdeu a oportunidade de abordar a doença do ator. Porém o que realmente impressionou foi a atuação do ator em “Wall Street 2 – O Dinheiro Nunca Morre” de Oliver Stone e sequencia de “Wall Sreet – Poder e Cobiça” de 1987, que rendeu a Douglas um Oscar de Melhor Ator. A atuação no segundo filme da trama, já rendeu uma indicação como Melhor Ator Coadjuvante do Globo de Ouro de 2011. Particularmente não gostei muito do filme, achei um pouco parado, mas mostra bem a crise financeira que atingiu os EUA em 2008 e como funciona o mercado de ações na bolsa de valores mais famosa do mundo: Wall Street.



James Franco. Sim, o Harry do Homem-Aranha... o amigo de Peter Parker não tem porque reclamar de 2010. Foi escolhido como homem do ano pela revista americana GQ e atuou ao lado de Julia Roberts em “Comer, Rezar e Amar”, mas foi sua atuação em “127 horas” que impressionou aos críticos.
O filme que foi aplaudido de pé na sua exibição em Toronto também proporcionou uma reação incomum à platéia: muitos desmaiaram com uma cena do longa. 127 Horas é o novo filme do renomado diretor Dany Boyle, diretor de “Quem Quer Ser Um Milionário” e conta a história verídica de Aron Ralston, alpinista americano que luta pela sobrevivência, após uma rocha cair sobre seu braço e aprisioná-lo por 127 horas em um isolado cânion em Utah. Baseado no livro Between a Rock and a Hard Place, do próprio Aron Ralston, e usando depoimentos exclusivos dele para o filme, 127 Horas tem recebido elogios da critica especializada tanto pela qualidade da direção quanto pela atuação de Franco que rendeu uma indicação ao Globo de Ouro como Melhor Ator. “127 horas” tem estréia prevista por aqui só em fevereiro de 2011!

Se não bastasse tudo isso, Franco foi escolhido para apresentar a cerimônia do Oscar 2011 ao lado de Anne Hathaway, que chaaaaato!




Natalie Portman. Neste ano Natalie se tornou o novo rosto da Dior e estrelou o longa “Black Swan” que ainda não estreou no Brasil. A atriz teve que perder 9 kg para interpretar a bailarina Nina e enfrentou duras criticas da imprensa que chegou a abordar uma suposta anorexia. O filme é dirigido por Darren Aronofsky (diretor de Réquiem Para um Sonho) e trata-se de um suspense psicológico ambientado no mundo do balé de Nova York. Nina (Portman) é uma bailarina veterana que compete com a sua principal rival, Lilly (Mila Kunis – a Jackie de That 70’s Show) para pegar o papel principal em um espetáculo. A questão é que a personagem de Portman não sabe se Lilly realmente existe ou se é apenas fruto da sua imaginação.
O filme abriu o Festival de Veneza e de Cannes, além disso, tanto Portman quanto Kunis receberam indicações ao Globo de Ouro por suas atuações, Melhor Atriz de Drama e Melhor Atriz Coadjuvante de Drama, respectivamente.




Jesse Eisenberg. O ator impressionou com sua atuação na pele de Mark Zuckemberg, o criador do Facebook nas telonas no filme “A Rede Social” (para saber mais sobre o filme leia o post anterior!)

Para quem gostou das fotos e quer ver as outras no site do New York Times tem até um vídeo com bastidores e todas as fotos. Mas e aí gostaram das postadas aqui? Não deixem de comentar.

Rafaela Righetti

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nas Telonas

"A Rede Social" conta a história do nerd que virou o mais jovem bilionário com diálogos inteligentes e atuações convincentes

Que as redes sociais dominam o mundo digital todo mundo está cansado de saber, mas e como foi feita a rede social mais popular nos EUA, senão em todo o mundo, o Facebook? A resposta podemos encontrar no filme “A Rede Social” que está nas telonas de todo o país.

O filme conta a, no mínimo contraditória, história de Mark Zuckerberg ,criador do Facebook, o nerd sem vida social que se tornou um bilionário dos sites de relacionamento e fez tantos inimigos pelo percurso. O foco do filme não é mostrar a vida do rapaz pós-facebook, mas sim a história por trás do processo de criação até chegar à dimensão que temos hoje, passando pela vida universitária em Harvard, os processos jurídicos e as reviravoltas pessoais na vida do gênio das redes sociais, brilhantemente interpretado por Jesse Eisenberg.


Onde tudo começou: Mark criou o Facebook em seu dormitório enquanto era estudante de graduação da Harvard
Aliás, a boa atuação dos protagonistas é um ponto positivo do filme, até mesmo Justin Timberlake, famoso por suas músicas e nem tanto por sua atuação em outros filmes, faz um bom trabalho na pele do criador da Napster, Sean Parker. O personagem de Justin aparece como contraponto entre Mark e Eduardo Savrin, brasileiro (não se anime no filme mal se cita isso) e co-fundador do Facebook, interpretado por Andrew Garfield.

O filme dirigido por David Fincher, diretor de “Seven” e “Clube da Luta”, foi escolhido como o melhor do ano pela Associação Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos e tem tudo para ser indicado ao Oscar, principalmente como Melhor Roteiro Adaptado, já que corresponde a adaptação do livro “Bilionários por Acaso”. O longa recebeu seis indicações para o Globo de Ouro, melhor roteiro, melhor filme de drama, melhor ator de drama para Jesse Eisenberg, melhor ator coadjuvante para Andrew Garfield, melhor direção e melhor trilha sonora.

Com uma história curiosa, diálogos inteligentes e a impressionante demonstração da mente de um gênio dos computadores o filme se torna uma ótima opção de entretenimento, vale a pena conferir!



Rafaela Righetti

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Leitura de Férias

Já estamos em dezembro, o clima natalino já está em todo lugar e o ritmo de férias para muitos também. É justamente nessa época do ano que cabe uma leitura leve e fácil que não pede muito do leitor, mas que ao mesmo tempo divirta, não é mesmo?! Uma boa opção para esse tipo de livro é “À caça de Harry Winston” de Lauren Weisberg, autora do best-seller “O Diabo Veste Prada” que teve sucesso absoluto na adaptação às telonas.

O livro, que tem 428 páginas, pode assustar pelo tamanho, mas de forma rápida e clara a autora conta a história de três amigas, Emmy, Leigh e Adriana, intercalando episódios da vida de cada uma o que torna a leitura mais dinâmica. Conforme se aproximam dos trinta anos, o livro narra quando essas três amigas percebem que suas vidas não são tão boas quanto parecem e fazem um pacto para mudá-las radicalmente. Todas relacionadas com o casamento, aliás, Harry Winston corresponde a uma tradicional marca de jóias que tem as mais luxuosas, caras e lindas alianças de noivado.

“Emmy estava a dois passos do casamento perfeito quando seu namorado a trocou pela personal trainer. Leigh é considerada o novo talento na editora onde trabalha, mas sua vida amorosa não anda tão bem quanto pensava. A brasileira Adriana odeia a palavra compromisso. Para ela, quanto mais homens melhor. As três amigas decidem fazer um grande pacto: mudar radicalmente suas vidas em um ano. Será que elas vão conseguir?”

O que também dá um quê a mais na leitura do livro é o fato de Adriana ser brasileira, o que acaba cativando de uma forma ou outra o público brasileiro, mesmo com as descrições de Adriana terem aquele típico esteriótipo estrangeiro de que “sou brasileira, sou maravilhosa e ainda...entendo de homens”.

O livro compreende a mais um romance do estilo check lit, literatura dedicada ao público feminino que estourou com o “Diário de Bridget Jones” que também ganhou sua adaptação cinematográfica. Aliás, com “À caça de Harry Winston” não será diferente, os direitos de adaptação foram comprados pela Universal e em breve estará nas telonas. Então se você não gosta de ler é só esperar chegar aos cinemas, mas se está em busca de uma leitura de férias ou mesmo um presente de Natal #ficaadica.

Rafaela Righetti

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Uma pitada Bastarda de Tarantino.

Tarantino, desde que estreou com “Cães de Aluguel” em 1992, se tornou o queridinho dos cinéfilos de plantão por sua maneira peculiar e atrativa com o cinema.

De lá pra cá só tem feito sucesso com seus filmes, que se destacam por longas conversas sobre assuntos distintos e a quantidade bizarra de sangue em cena.

Depois de “Death Proof” - À Prova de Morte, no Brasil, Quentin Tarantino bomba em 2009 com seu novo filme, “Bastardos Inglórios”. Longa, que no contexto histórico traz a Segunda Guerra Mundial, o Nazismo e conta as sagas de um esquadrão de soldados judeus americanos que aterrorizam os seguidores de Führer, em busca de vingança contra os nazistas.

Aldo Raine (Brad Pitt) organiza um grupo de soldados para vingar – se da crueldade e injustiça dos nazistas. Posteriormente conhecido pelos alemães como os "Os Bastardos", o grupo de Raine junta-se à atriz alemã e agente secreta Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger) em uma missão para eliminar os líderes do Terceiro Reich – Alemanha Nazista. E o destino junta todos no cinema, com o mesmo objetivo, onde Shosanna (Mélanie Laurent) tramou um plano de vingança próprio.

Bastardos Inglórios não é tão sangrento quanto eu esperava. Agora, quando se trata de violência – outro atributo do diretor - a ousadia toma conta da cena. Há exemplo, o longa-metragem conta com o personagem “Urso Judeu” (Eli Roth), um dos bastardos, que utiliza um taco de beisebol para matar nazistas.

O filme que levou quase dez anos para ficar pronto, prende a atenção do telespectador e reconstrói a história do Nazismo invocando o imaginário e o real, sintonizando o filme. O roteiro conta com diálogos irreverentes, humor, e, claro, aquele jeitinho de Tarantino. Porém a trama se arrasta para a cena principal, que acontece no cinema de Shosanna. No dia da pré-estreia de um filme nazista, no qual o alto comando alemão está presente, inclusive Hitler, Shosanna coloca seu plano em prática e faz jus à vingança judia. O local incendeia e o grande Führer é fuzilado estupidamente por dois bastardos.

Com um elenco impecável, meus créditos à Brad Pitt, em interpretação ao Tenente Aldo Raine, com sotaque caipira e ao mesmo tempo tom de autoridade e Christoph Waltz, o detetive caçador de judeus, Hans Landa, muitas vezes até, roubando a cena do protagonista, por ser irônico e folgado.

O filme, que em Portugal ganhou o título “Sacanas sem Lei”, está na disputa pelo prêmio Palma de Ouro, o qual Tarantino recebeu pela primeira vez, em 1994, por Pulp Fiction.
Aproveitando esse elo entre os dois filmes, cito o curta-metragem “Tarantino’s Mind”, uma ideia maluca e inteligente que desvenda o código criado por Quantin Tarantino. Todos os roteiros são um só filme dividido em várias partes, nas quais os personagens sempre possuem uma ligação.



Aos amantes do cinema e aos leigos curiosos, lanço a questão. Há possibilidade deste código ter sido decifrado e ser verdadeiro?
Rafaela Alves Abreu
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