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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mudança



O seis pitadas surgiu como uma proposta de faculdade e no começo éramos seis futuras jornalistas metidas a blogueiras. Eu (Gabriela), Rafaela R., Rafaela A. e Nayara pensamos que continuar com o blog seria uma maneira de expor nossas opiniões e até mesmo expandir os assuntos que mais gostamos de conversar e garanto são muuuitos! Desse jeito a gente já aproveita o nome e o espeço do blog. A proposta atual não é seguir um padrão mas falar de qualquer coisa que dê na telha. É isso, espero que gostem!

Gabriela, Nayara, Rafaela A. e Rafaela R.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Uma pitada de Metalinguagem

Blogueiras formadoras de opinião.

A tendência agora, é ser ditadora de tendências.




Desde 2007, o mundo vem sendo bombardeado com os blogs. Todo mundo quer ter um blog, todo mundo acessa blogs. Mas dentro dessa mania, nasceu um subgrupo que vem crescendo cada vez mais, os “blogs de moda”.

Essa onda começou em Paris, blogueiras como Betty Autier que não apenas escreviam sobre moda, mas sempre que iam sair de casa tiravam fotos criativas de seus looks. Desde então o espaço dos blogs só aumentou, tanto que este ano, o jornal “Le Fígaro”, o mais importante do país publicou a seguinte frase “quem está ditando a moda são os blogs”; já que a maior parcela dos consumidores da moda, atualmente, são os jovens, os mesmos que passam horas na internet em sites como estes, que agora são responsáveis por ditarem o que usar ou não. Além de serem formadoras de opinião, essas blogueiras viram “celebridades”, viram capa de revista, são chamadas para apresentar programas na TV e estão sempre na lista VIP dos Fashion Weeks. Como na França, os blogs deixaram de ser apenas diários pessoais e passaram a serem visitados por centenas de pessoas por dia, a categoria de moda ganhou provedores só pra ela, o Mode Pass e o Look Book.

Essa onda pode ter começado na capital mundial da moda, mas não ficou por lá, hoje, países da Europa e os EUA também tem sua parcela de culpa no grande boom dessas formadoras de opinião. Hoje em dia cada país tem seu grupo de blogueiras “famosas” pelos seus editoriais super bem trabalhados. Jane Aldridge, tem apenas 17 anos e mora no Texas, seu blog ocean of shoes ficou tão famoso por lá que a menina vão ganhar sua própria linha de sapatos, pela “Urban Outfitters”.




Mireia Oller, do Blog My Daily Style de Barcelona. Que em Julho desse ano virou manchete na revista Elle.

É claro que o Brasil não ia ficar de fora dessa, assim como no Texas, tivemos caso da ex-blogueira Marimoon que assinou uma linha de calçados para a Melissa e depois virou até apresentadora da MTV. Porém a grande diferença entre esses blogs pessoais é que principalmente aqui no Brasil e Nova York algo novo vem surgindo, os blogs de moda deixaram de ser feito por meninas inexperientes que faziam editorias caseiros e passaram a ser escritos por jornalistas formados que garantem seu ganha-pão apenas com os anúncios de seus sites, que se tornam mais formais e recebem cerca de 4 ou 5 atualizações diárias não apenas com fotos e curiosidades da escritora mas sim com as principais informações do mundo da moda. Isso tudo é claro sem perder o Glamour, esse trabalho todo também tem rendido fama. Em São Paulo, Blogueiras como Janaína Rosa do site agoraquesourica.com e Julia Petit do site petiscos.com ganham status de celebrity, do tipo que distribui autógrafos na rua e viram DJ’S nas baladas mais famosas da cidade.

No Brasil, o primeiro Blog do tipo foi o Closet On Line, escrito por uma turma de jornalistas que inclui a jornalista Renata Ruiz, que também é dona de um dos blogs mais visitados da atualidade, o modaparausar. Renata diz que o blog é uma nova mídia de informação e que veio pra ficar.

É claro que a tendência está mais presente em São Paulo, mas Londrina não se exclui, um dos Blogs de moda mais famosos atualmente, o Novidadeiras, é de Londrina e serve não somente como um guia fashion mundial como também local, foca nas tendências dos londrinenses e também é guia cultural, informando sobre os eventos da cidade.

Conversei com Kaira, do blog pimenta no teu...é refresco e ela disse, que o blog ainda não é remunerado, mas vale a satisfação de poder compartilhar com os leitores um pouco do mundo dela. O pimenta, é escrito por um grupo de três amigos e de acordo com Kaira começou devido a amizade dos três escritores, que mesmo morando em cidades distantes tinham muito em comum. Kaira ainda diz: “por enquanto o que podemos fazer é isso: nos divertir!
O que achamos desta onda de blogs? Ótimo, é uma maneira de se atualizar, de distrair, de interagir, de desopilar! Cada um com um assunto diferente, com as mais diversas opiniões e estilos, e isso que é legal! E tem canal melhor pra expressar uma opinião?!”










Pra quem curte o assunto fica a dica.

Reportagem: Nayara Luchetti

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Uma pitada de consciência virtual!

A internet tem mudado as práticas sociais, bem como o jornalismo vem tentando conciliar qualidade e veracidade com a velocidade virtual.





Seguindo o texto da Nay Luchetti, nada como outro tema que une as pessoas atualmente, e que, aliás, torna esse blog possível: a internet.

Nos últimos anos a internet se difundiu e alcançou milhares de seguidores ao redor do mundo. A internet se tornou fonte de informação, lazer e entretenimento. Novas práticas sociais surgiram como a utilização de ferramentas como blogs e através dos sites de rede sociais. Porém a instantaneidade da nova mídia tem colocado em risco os conceitos tradicionais de jornalismo e da própria comunicação em si.

Hoje estamos vivendo no estágio da web 2.0, no qual, os conteúdos dos websites passaram a gerar ao usuário a possibilidade de participar, compartilhando conteúdos diversos na rede. Em vista dessa ampla participação a profissão do jornalista passou a ser questionada, já que qualquer pessoa pode publicar informações através da internet.

Falar que o Jornalismo vai desaparecer é exagero. Assim como é um exagero acreditar que os internautas vão acreditar em qualquer coisa que se lê na internet. Os veículos sérios que já têm seu portal online consagrado vão continuar sendo as principais fontes de informação.

É necessário, porém, adaptar os conceitos tradicionais do jornalismo as inovações da internet. E as inovações que tem dominado o território brasileiro são as redes sociais. Redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter, por sua instantaneidade, criaram um novo tipo de ansiedade: a de ficar sempre plugado para evitar a impressão de que se está perdendo algo.

Assim sendo essas redes é um prato cheio de fontes para o jornalismo e também servem de feedback, uma vez, que uma matéria bem feita pode gerar comentários, discussões bem como uma matéria mal feita pode ser massacrada em questão de minutos.

O leitor da internet é mais exigente, procura por vídeo, foto, texto e tem maior liberdade para cobranças. Cabe a nós, futuros jornalistas, a responsabilidade de manter a qualidade tradicional no mundo virtual e cabe a você, leitor, cobranças que busquem por informações com veracidade.

Cabe a você também leitor, blogueiro, twittero, orkuteiro e “facebookeiro” a consciência de que as redes sociais propiciona tudo como as relações sociais tradicionais, porém, com uma diferença fundamental: a ausência do contato pessoal e a valorização da individualidade. Existia sim vida social antes da internet, e isso sim, ao contrário do jornalismo, corre o risco de desaparecer mais rápido do que imaginamos.
Rafaela Righetti
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