quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O virtual cotidiano do real

Dizem que o Brasil é o país do samba, do futebol e do carnaval. Mas não é só isso não, o Brasil é também o país das novelas. É impossível pensar na televisão aberta brasileira e ignorar a supremacia das telenovelas. Somente no canal de maior audiência, a rede Globo, são exibidos quatro folhetins televisivos diariamente.


O que impressiona não é somente a quantidade, mas sim o universo irreal que criam as tramas, tanto dentro quanto fora da telinha. Os atores de novela recebem salários milionários, centena de vezes maiores do que daqueles que estudaram ou deram duro por outra profissão menos valorizada, são modelos a serem seguidos e ai deles se pisarem na bola. Ou melhor dizendo, ai deles se deixarem de interpretar na vida real...

Muito mudou com a ascensão e a conquista do espaço das telenovelas no cenário televisivo brasileiro. De programas de entretenimento as novelas passaram a ditar moda e comportamentos como nenhum outro símbolo cultural. Isso não quer dizer que novela seja algo cultural, afinal cultura é aquilo que reflete as características de um povo ou comunidade, será que as novelas fazem isso mesmo?

Muitos autores e defensores de novela dizem que ela é a “história da vida real” ou o “espelho do Brasil”. Um espelho com uma imagem embaçada só se for, e até mesmo distorcida, o qual mostra somente o belo e muitas vezes não mostra, mas sim demonstra como a vida deveria ser. Abordam que a novela traz a tona temas importantes a serem debatidos, abrindo os olhos de muitos acerca de temáticas polêmicas como doenças, vícios, relações interpessoais. Será que a novela é o melhor meio para veicular estes temas e ainda ditar tendências e comportamentos?

Não podemos esquecer que as novelas compreendem acima de tudo a um produto televisivo. É feita conforme os interesses de quem a produz aliado com os interesses de quem a recebe, critérios como audiência e marketing são mais valorizados na hora de sua produção do que critérios socioculturais ou educacionais. E é justamente aí que está a questão o lado educacional ou cultural da novela não traz o mesmo retorno do lado publicitário e do marketing. A roupa da personagem tal, o esmalte da outra, o corte de cabelo de uma, o corpo da outra, sempre tem alguém querendo ser na vida real o personagem fictício da novela das seis, das sete ou das oito (agora das nove!).

Sem contar que por mais que temas importantes sejam abordados, o que predomina nas novelas é o típico duelo entre o bem e o mal, a mocinha contra a vilã, sendo que a vilã é sempre mais comentada e elogiada por sua atuação. Sabotagens, assassinatos, roubos, corrupção são elementos cruciais do enredo de toda novela, que acabam passando ao telespectador a idéia de normalidade.

Enquanto produto de entretenimento a qualidade das novelas brasileiras são inquestionáveis e valorizadas até fora do país, o problema é justamente o alcance da proporção de veracidade que as novelas tanto querem transmitir. Veracidade que se confunde com ficção, bondade que se mescla com corrupção, mal que vence o bem, diversão que vira dominação.

Rafaela Righetti

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

De Nosferatu à Crepúsculo


A segmentação entre filmes alternativos e comerciais é cada vez mais presente no mercado cinematográfico

As pessoas gostam de criar estereótipos e na relação com o cinema não é diferente. Rótulos como Cult, Alternativo e Clássico são utilizados pela mídia para catalogar filmes e segmentar públicos, porém, poucas são as pessoas que conseguem compreender essas diferenças.

O cineasta Anderson Craveiro, conta que esse termo “Cult” se disseminou na década de 80, quando encontrava-se nas prateleiras das locadoras a etiqueta “cult”. Esta era destina aqueles filmes raramente locados e com uma temática diferente dos demais.

De acordo com o crítico de cinema Carlos Eduardo Lourenço, esses termos são extremamente subjetivos, o que é cult para um pode não ser para outro e o mesmo acontece com os clássicos. “Eu vejo pelo canal Tele Cine Cult, para mim aquilo é um balaio de gato, tem de tudo, mas para a pessoa que faz a programação, são apenas são filmes cults”, diz Lourenço.

Já com os filmes alternativos é diferente. Por tratar-se de um conceito mais amplo, pode ser utilizado em diversos gêneros culturais, referindo-se a um mercado a parte do que é visto na mídia.

Para o estudante de publicidade e cinéfilo assumido, Mateus Grazina, estes termos não fazem o menor sentido. O Filme é uma expressão artística, e tanto um popular como Gremilins quanto um cult como Jules e Jim merecem o mesmo respeito. Afinal, comercial ou não, o que conta é como o filme atinge o telespectador. “Cult é um termo de locadora para catalogar filmes, que intelectuais gostam de assistir”, complementa Grazina.

Essa diferenciação não fica apenas para se referir a um filme, mas também quando de trata do Cinema em si. Londrina possui dois cinemas principais. O Multiplex Catuaí, destinado a filmes de grande bilheteria e o Cine Comtour, que se preocupa em exibir filmes que, normalmente, seriam excluídos dos grandes cinemas.

Craveiro ainda diz que os filmes cults, também podem ser considerados como filmes autorais. Ao invés de seguirem uma estrutura de roteiro popular e com a garantia de sucesso, o filme é rodado de acordo com os conceitos pessoais do diretor. “Muitos filmes são produzidos para públicos direcionados e até mesmo já como ganhadores de prêmios. Em contrapartida, os autorais ou cults, não possuem um compromisso com o mercado”.

Por essa razão, muitos diretores são rotulados como comerciais ou cults, e na maioria das vezes, injustamente. O mesmo diretor pode fazer diferentes tipos de filme. Spielberg é capaz de podruzir uma aventura infantil como E.T ou nos levar a severas reflexões em A Lista de Shindler.

Vale considerar também que há uma confusão entre clássicos e cults. Um filme não se torna cult, apenas por ser antigo. Afinal, muito considerados cults, como Os pássaros de Hitchcock, já foram comerciais em sua época de lançamento. Ou seja, é possível um filme popular se tornar cult apenas por mudar de público alvo? Para responder essa pergunta, precisa-se primeiro entender o que torna um filme cult.

De acordo com Carlos Eduardo, o termo cult, vem de “culto ao filme”, isto é, voltado para um público que tem o cinema como paixão. Pode-se dizer ainda, que o cult é um filme não para ser entendido e sim, sentido.

Já os filmes de entretenimento, também considerados como comerciais, aqueles que costumamos ver em grandes telas de cinemas, são feitos para momentos de lazer e, normalmente, não demandam reflexão por parte do telespectador. Estes atingem grandes bilheterias e costumam possuir temas repetidos. Muitas vezes até parecem releituras de clássicos.

Não é possível assegurar que essa segmentação seja boa ou ruim. Anderson ainda garante, “Não é possível dizer qual filme é melhor ou pior, cult ou comercial, gosto é gosto”.

A Crítica de Cinema

Com o excesso da liberdade de expressão proporcionado pelo advento da internet, qualquer pessoa pode liberar informações na rede. A crítica de cinema, que antes exigia um alto nível intelectual, hoje pode ser escrita e veiculada por qualquer um que esteja conectado.

De acordo com o crítico de cinema, formado pela FAAP, Carlos Eduardo Lourenço, esse fenômeno é indiferente pra quem realmente procura informação de qualidade, afinal deve-se avaliar a fonte de informação que prove a crítica. “Sem querer generalizar a crítica virtual como ruim, a internet disponibiliza sites de críticas confiáveis e com autores capacitados, porém estes são a minoria”, diz Lourenço.

O processo para desenvolver uma crítica é complexo e exige bagagem e estudo do autor. O conhecimento é necessário para que a obra seja vista com um olhar diferente, mais denso, do que o dos leitores leigos.

Para a designer Gabriela Duarte, a crítica não influencia tanto, pois prefere assistir ao filme e tirar suas próprias conclusões. Carlos Eduardo diz que acontece com Gabriela é o mesmo que acontece com muitos dos brasileiros que não estão habituados a levar a crítica em consideração, e para ele, este formato tem muito a crescer no pa

Cinema ontem e hoje

De Nosferatu à Crepúsculo, o cinema sempre esteve presente na vida das pessoas. Seja em uma pequena sala de projeção, ou no conforto de casa em frente ao computador, histórias contadas em forma de imagem, sempre causaram fascínio ao telespectador.

A princípio o cinema era tido como um ritual. Uma vez por semana, pessoas colocavam as melhores roupas para irem à uma única sessão se divertir com seus atores favoritos. Com a virada do século e a chegada da internet, criou-se um mundo virtual de opções de downloads de filmes. Inclusive películas mais antigas, e até então tidas como raras, estão ao alcance de um clique.

A cinéfila e designer Gabriela Duarte, que costuma baixar filmes da internet, diz manter a prática pela comodidade. “Além de ter acesso a um acervo variado, posso assistir ao filme no momento que for mais apropriado”.


Nayara Luchetti e Rafaela Abreu

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

American Idol

O mais famoso concurso de calouros volta para sua 10ª temporada
Hoje nos Estados Unidos, estreia do programa de calouros de maior audiência: American Idol. Aqui no Brasil a estreia será no dia 29 de janeiro, no Sony Entertainment Television estreia a décima temporada da competição de calouros mais popular dos Estados Unidos: American Idol. O programa que teve sua primeira edição em 2002, ao contrário dos formatos adaptados por aqui, lança sim os candidatos para o mundo musical e acima de tudo tiram os participantes do anonimato e o colocam no caminho certo para a fama.

Kelly e Carrie: as vencedoras mais bem sucedidas do programa


A cantora pop Kelly Clarkson foi a vencedora da primeira temporada do programa e alcançou sucesso absoluto dentro e fora do território americano, principalmente com seu álbum de 2003 Breakaway. Até hoje Kelly Clarkson é a mais bem sucedida vencedora do programa com mais de 20 milhões de cópias vendidas por todo o mundo. Outra vencedora que se destacou no cenário musical foi Carrie Underwood, vencedora da quarta edição em 2005. Com seu estilo country ela já ganhou 5 grammys sendo a ex-Idol mais premiada de todos os tempos.

O programa foi criado por Simon Fuller, criador das Spice Girls e do S Club 7, inclusive a ex-Spice Victoria Beckham foi jurada do programa em um episódio da nona temporada. Por falar em jurado, é impossível falar de American Idol sem citar Simon Cowell. O britânico se tornou figura lendária do programa por suas duras e controversas críticas ao longo de todas as temporadas. Só para citar um exemplo Jennifer Hudson foi duramente criticada por Cowell na terceira temporada, que chegou a questionar o talento da moça para estar ali.



O interessante deste programa como já disse, é que realmente ele encontra talentos, independente de vencerem ou não. Como foi o caso de Jennifer Hudson que foi eliminada, mas alcançou o hall da fama, principalmente por sua atuação no musical Dreamgirls – Em busca de um sonho (2006), o qual, lhe rendeu tanto o Globo de Ouro quanto o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Hudson também fez história ao ser a primeira cantora afro-americana a estampar em 2007 a capa da Vogue estaduniense.

Outro calouro eliminado do programa que alcançou fama foi Chris Daughtry. O cantor rock após ser eliminado na quinta temporada, foi contratado pela RCA Records e montou uma banda com seu sobrenome. Daughtry fez uma turnê juntamente com Bon Jovi e seu segundo CD (Leave this town) lançado em 2009, desbancou os álbuns de Michael Jackson que estavam no topo devido a sua morte.

E como esquecer de Adam Lambert? O segundo colocado da oitava temporada ficou mais famoso que Kris Allen, que venceu. Adam alcançou sucesso com seu disco “For Your Enterteinment” e com o single Whataya Want For Me, e é famoso por suas polêmicas apresentações como a do American Music Awards de 2009, que ele fez questão de confirmar sua homossexualidade.

O que esperar da 10ª temporada?

Com a saída de Simon Cowell, de Kara DioGuardi e de Ellen DeGeneres do júri da atração a credibilidade do programa entrou em questão. Randy Jackson é o único jurado que permanece na bancada desde a primeira edição. Mas não se pode negar que os substituíram com jurados a altura: Jennifer Lopez e Steven Tyler. A produção do programa promete que as novidades não param no júri, e que o programa vai ter outra atmosfera, sem claro perder o faro para talentos.
Agora é só esperar para ver!

Rafaela Righetti

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nas Telonas

Sexta-feira dia de estreias no cinema de todo o país, que tal uma dica de filme para conferir este final de semana?! "Incontrolável" com Denzel Washington e Chris Pine traz de volta um bom enredo por trás dos filmes de ação.


Washington e Pine em cena do longa

A bem sucedida parceria entre o diretor Tony Scott e o ator Denzel Washington pode ser vista mais uma vez nas salas de cinema de todo o país no thriller de ação “Incontrolável”. O filme corresponde à quinta colaboração entre o diretor e ator que já trabalharam juntos em “Maré Vermelha” (1995), “Chamas da Vingança” (2004), “Déjá Vu” (2006) e “O Seqüestro do Metrô 1 2 3” (2009).

O filme foge do estereótipo atual de filmes de ação, ou seja, aqueles com efeitos especiais nunca vistos antes e com uma trama que não é tão intrigante e nem tão boa a ponto de conquistar o espectador. “Incontrolável” traz de volta a simplicidade e o bom enredo aos filmes de ação.

A história gira em torno de dois personagens centrais, Frank Barns (interpretado por Washington), um veterano controlador de trem e um inexperiente condutor – Will Conson (interpretado por Chris Pine) - em seu primeiro dia de trabalho. O que parecia ser um dia normal em uma locomotiva de carga, passa a ser uma corrida contra o tempo para parar o trem 777 que está descontrolado, em alta velocidade e carregado de substância inflamável e química, após ser abandonado por seu maquinista ainda no pátio da empresa ferroviária.

A princípio o filme que pode parecer ter um enredo óbvio e se espera que Denzel Washington, como sempre, seja o bonzão e salve tudo e todos, surpreende o espectador. As sequências de cenas são muito bem feitas, intercalando os personagens centrais e os dramas de suas vidas pessoais, suas ações na locomotiva frente à situação do incontrolável 777, as ações e reações na empresa ferroviária, bem como o papel da imprensa, da polícia e das pessoas comuns que podem acabar vítimas de toda a tragédia.

Além disso o fato do filme ser baseado em fatos reais, mais especificamente em uma situação parecida que aconteceu em Ohio nos Estados Unidos em 2001, torna a atração ainda mais interessante. Boas atuações e uma boa trama tornam esse filme de ação uma ótima opção, não espere pelo DVD!




Rafaela Righetti

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Cinema - Cada um com seu estilo





Você já parou pra pensar que nossas vidas são compostas de situações e que cada uma delas, por menor que seja, desencadeia a nossa história?

Um sim dito na hora certa, ou na hora errada pode transformar toda uma vivencia, ou o simples ato de viver ou não uma situação pode te salvar ou te destruir. E se a vida fosse um filme? Essas situações seriam como cenas, guiadas á um fim maior, cada SIM ou NÃO seria estrategicamente colocado para que o final fosse grandioso ou até mesmo frustrante dependendo do do diretor ou autor.

Fato é, conforme a historia do mundo foi se desenvolvendo, o cinema foi junto, e os diretores e autores se destacando. No principio o autor do filme era diferente do roteirista e mais ainda do diretor. O autor criava a história, o roteirista a transformava em script e o diretor garantia que tudo ficasse perfeito e atrativo ao público. Porém, coma Nouvelle Vague essas funções foram se misturando, o autor era também roteirista e diretor, tudo para que a obra fosse fiel a idéia original e garantindo que a protagonista fosse a musa suprema do filme, musa essa que geralmente era amante desse grande feitor do filme.

Após a Nouvelle Vague, essa mania de misturar as funções foi se dissipando e na atualidade depende de cada filme, alguns diretores aclamados por serem fieis ao seu estilo costumam manter essa forma de trabalhar, fazendo não apenas o roteiro como também dirigindo o Longa. Desta forma, se obtém obras que são como peças de um mesmo desfile. É fácil perceber quando um filme pertence a um determinado diretor, e estes criam marcas que são encontradas em todas as suas produções.

Para deixar claro através de explicações, imaginemos a seguinte situação, digamos que você acorda de um acidente de carro terrível e está num hospital, o seu médico entra e começa a conversar com você, se a vida fosse um filme, o curso dos acontecimentos dependeria do diretor, por exemplo:

Almodovar: você puxaria conversa com o médico, mas ele estaria ocupado demais pra falar com você, até que ele nota uma certa beleza diferente em você e resolve perguntar coisas sobre sua vida, mas o que você não sabe, é que o médico se veste de mulher todos os dias a noite em sua casa e fica se imaginando mulher, mas você é tão linda que talvez ele pudesse ser como você, ou ter você, dependendo da noite. Quem sabe ele até não te ajuda a fugir do hospital?

Tarantino: você acorda e está sozinho, o médico entra na sala e não puxa conversa, apenas olha seu soro, você tenta se sentar na cama quando o médico te da as costas, avista uma faca em sua calça jeans na poltrona ao lado, quando o médico vira, você observa que ele é chinês! Então percebe uma roupa preta por de baixo do jaleco, vocês se olham de forma assustadora enquanto os olhares se atravessam uma música tirada de algum filme dos anos 40 invade a sala, tecladas agudas de um piano, um duelo está por vir, quando se ouve apenas o afiado da espada do médico se levantando, você corre pegar sua faca e uma luta sangrenta se inicia! Letras de gibi aparecem na tela “o duelo da vingança”.

Woody Allen: você acorda e se depara com um médico de meia idade, se lembra que o acidente tinha sido uma tentativa frustrada de suicídio e pergunta pro médico porque diabos não conseguiu morrer, ele diz que não é tão fácil assim, e que se fosse metade dos problemas dele já haviam sido resolvidos, você não sabe se isso é porque ele também tenta, ou simplesmente porque há muitos casos de suicídio mal sucedidos do no hospital, mas não se atreve a perguntar. O médico diz que já já você sairá do hospital e voltará a vida normal. Você ri pergunta se ele tem alguma sugestão de vida pra te dar, ele diz que é divorciado e recebe mal, se você quiser tomar um café com ele um dia desses, tudo bem. Se não, pede pra que você se lembre de soltar o cinto da próxima vez. Fim de cena.

bom, como eu não sou nenhum crítico expert, não vou citar todos os diretos com estilo próprio do mundo, mas vale dizer que algumas marcas são mundialmente conhecidas, assim como se fosse uma cena do Ingmar Bergman seriamos perseguidos com um diálogo de dez minutos sobre as razões dos dois estarem ali e da existência deles e de como talvez, suas vidas estivessem fadadas a se encontrar, ou não. Se a cena fosse de James Cameron, teríamos um belo de um blockbuster prestes a nos encontrar e provavelmente algum herói invadiria o hospital e te transformaria em mocinha ou em um companheiro de aventuras, se fosse de Spilberg teríamos algo provavelmente mágico e grandioso a acontecer, como se você estivesse no hospital porque tentaram te matar afinal você é herdeiro de uma missão multi milionária de achar um tesouro que está em uma mapa de símbolos que seu avô te de deu quando morreu.

Lars Von Trier, teria noa abençoado com uma grande cena de 10 minutos de procedimentos médicos comuns, como exames e injeções enquanto nos aventuraríamos pelos pensamentos inócuos da personagem deitada na cama.

Já se o filme fosse de David Lynch provavelmente o médico teria uma cabeça de boi e você descobria que não está num hospital, e sim num abatedouro humano e deveria engordar 100 kilos nos próximos 10 dias para servir de jantar no casamento da filha bovina do médico. Fez sentido? Quem liga? Lynch é pra sentir, não entender.

O propósito de todas essas situalções mudarem tanto de diretor pra diretor, é justamente que a maioria desses vem criando seus próprios roteiros e adaptações, desta maneira se mantendo fiel à um estilo próprio e criando uma legião de fãs por todo mundo.

O motivo de Bastardos Inglórios ter sido tão criticado em Canne foi justamente o fato de ser um amontoado de coisas que o Tarantino gosta montado em um filme “fácil de executar” sem se preocupar se o publico vai gostar. Mas foi justamente por ser a cara do Tarantino que o público amou. Um fracasso para os críticos, mais um objeto de desejo pros fãs.

A dica para os viciados em cinema, é conhecer vários filmes de um mesmo diretor, e pode se tornar uma missão divertida identificar a coerência entre eles, as marcas da personalidade de cada construtor das melhores obras do mundo cinematográfico. De Pulp Fiction à Cidade dos sonhos há um mundo de opções encantadoras dos melhores diretores. É possível traçar uma seqüência de filmes para se tornar um expert em cinema e conseguir encontrar essas marcas dos diretores, mas isso é um assunto pra outro post.

Nayara Luchetti

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Então foi Natal... agora 2011 está aí!


Entra ano, sai ano... promessas e mais promessas são feitas. Reflexão para não cometer os mesmos erros, pensamentos positivos e orações, tomam conta de toda a galáxia, às 00h00 do dia 31 de dezembro, ao som de muitos fogos e champagnes estourando.

O fim do ano está aí! E como todos sabem, alguns rituais são tradição há tempos.
Há 2010 anos, especificamente na virada do ano, muitos fiéis mentalizam coisas boas e, podemos dizer assim, fazem pequenos rituais para que os próximos 365 dias sejam prósperos, cheios de saúde, muito amor, alegria e dinheiro.

Então, vale lembrar algumas dicas para a chegada de 2011...

Roupas brancas. Quem é que nunca passou a virada de branco, não é verdade?! A cor representa coisas boas, para que o novo ano seja de muita paz e harmonia.

Lentilha, que simboliza fertilidade e oportunidades para o próximo ano.

12 uvas verdes ou romã. As sementes que ficam guardadas na carteira até o próximo Reveillon, garantem a prosperidade do ano seguinte.

Para quem está na praia, renove-se entrando no mar e saia sem olhar pra tras! Para quem for pular as sete ondas, vale um pedido para cada!

Lençóis novos e oração ao anjo da guarda, para proteção espiritual.

Champagne não pode faltar na ceia e é essencial para o primeiro brinde do ano.

As roupas também são importantes, portanto... atenção a cor do look!

Branco, pela paz. Amarelo para chamar dinheiro e vermelho para quem deseja ter muita energia no ano seguinte. Para nós mulheres, até as unhas estão valendo, hein! Aos solteirões de plantão, rosa para um novo amor! O verde representa saúde, esperança e renovação. Laranja aos espontâneos e dourado para trazer sorte e riqueza!

Sempre vale relembrar, pessoal...

Tim tim e viva 2011!

Rafaela Abreu

domingo, 26 de dezembro de 2010

Retrospectiva YouTube

Final de ano é tempo de recordar. É lista de melhores filmes pra cá, melhores discos pra lá e por aí vai. Nessa onda de melhores do ano, o YouTube criou um canal (www.youtube.com/rewind) em que apresenta uma retrospectiva em vídeo com os momentos de 2010, além de uma linha do tempo com os melhores vídeos do ano em ordem cronológica separada mensalmente.

No portal há ainda uma lista com os dez videoclipes mais assistidos através do YouTube em 2010. Justin Bieber liderou a lista com nada mais nada menos do que quatro clipes, seguido por Lady Gaga, Eminem e Rihanna que ficaram com dois.

Lista dos Dez clipes mais assistidos no YouTube 2010:

1. Justin Bieber – Baby
2. Shakira – Waka Waka
3. Eminem feat. Rihanna – Love the way you lie
4. Eminem – Not Afraid
5. Rihanna – Rude Boy
6. Justin Bieber feat. Jaden Smith – Never say never
7. Justin Bieber – Never Let You Go
8. Lady Gaga – Alejandro
9. Justin Bieber feat. Usher – Somebody to Love Remix
10. Lady Gaga - Telephone

E claro que não poderia faltar a lista com os dez vídeos mais assistidos no site em 2010, todos com número de visitas que ultrapassam um milhão. Vale a pena relembrar!




Rafaela Righetti

domingo, 19 de dezembro de 2010

Sinal de Alerta

Final de temporada é tempo para um balanço geral da situação, nem tão boa, do futebol no Brasil

2010 definitivamente não foi um bom ano para o futebol brasileiro. No começo do ano, todas as expectativas e holofotes eram pra Copa, por mais que faltasse um jogador ali, sobrasse outro aqui, ou melhor, escalações a parte, as expectativas sempre aparecem em ano de Copa, mas ta aí, nem parece que esse ano teve Copa não é não?

Seja pelos erros de arbitragem que marcaram o Mundial da África do Sul e trouxeram à tona os debates de aliar futebol e tecnologia ou ainda pelo título já esperado da seleção espanhola e principalmente pela atuação pífia da seleção de Dunga, que caiu nas quartas de final, de virada numa partida contra a Laranja Mecânica, parece que esta Copa passou sem vermos.



Brasil de Kaká foi eliminado ainda nas quartas-de-finais

E não foi só a Copa, o Brasileirão deixou a desejar, por mais que o campeão tenha se consagrado nas últimas rodadas dando uma emoção a mais, faltaram craques brasileiros e sobraram gringos. Prova disso é que o craque do brasileirão deste ano foi Dario Conca, meia argentino do Fluminense. Por falar em meia, ta aí uma posição que preocupa.

Pra começar o bafafá em relação ao Kaká, que não teríamos substitutos a altura pra essa posição, e que bem faltou. Depois passamos para o estágio Ganso e a esperança voltou, mas durou pouco com a lesão do meia santista. Os melhores meias do brasileirão ficou entre Conca, D’Alessandro e Montillo – todos argentinos.

O argentino Conca foi o craque do Brasileirão 2010

Como se não fosse suficiente os hermanos se destacando por aqui, o melhor jogador do Mundo é argentino: Lionel Messi - que concorre pelo bi ao lado de seus companheiros de Barcelona, Iniesta e Xavi. Nenhum brasileiro entrou na fase final da disputa. Aliás, este ano foi a primeira vez que o número de jogadores argentinos negociados com o exterior superou o de brasileiros na história.

Se não bastasse o fracasso na Copa e o Campeonato Brasileiro nem tão brasileiro assim, o despacho antes da hora do Internacional no Mundial de Clubes foi a cereja do bolo de 2010. A derrota para a zebra africana, o Mazembe, fez o Colorado ser o primeiro time sul-americano a não chegar à final da competição. Acho que foi geral o sentimento ao assistir a final de “como o Inter perdeu pra um time desses?”, afinal era o País do Futebol sendo representado pelo time gaúcho ali.


Eliminação do Internacional no Mundial de Clubes foi a cereja do bolo de 2010

Estaria o futebol brasileiro em crise? Não sei dizer, mas é fato que os times brasileiros se preocupam muito mais com títulos do que a formação de bons jogadores desde as categorias de base. Mas e para você quais as expectativas para o futebol brasileiro em 2011? Não deixe de comentar.

Rafaela Righetti.

sábado, 18 de dezembro de 2010

It Girl


O termo it girl pode ser considerado carne de vaca já, afinal cada vez mais as pessoas vem elegendo modelos a serem seguidos, tanto de moda quando de comportamento, fato é: o termo surgiu pra nomear as estrelas símbolo de uma geração, uma pessoa que represente o que todas as outras são ou ao menos, pretendem ser.

Desde Jackie O a Jane Birkin, essas mulheres vem ganhando artigos de luxo em sua homenagem e vem sendo veneradas por uma legião de fãs.

Pode-se dizer que Alexa Chung seja a atual it girl, ou que Olivia Palermo possa representar as garotas de 2010, mas fato é, só uma ganhou um sapato de uma das grifes mais famosas, com seu nome.

The Blake.


Christian Louboutin batizou, uma sandália de tiras de sua nova coleção com o nome da atriz de Gossip Girl, Blake Lively. A atriz que passou por seu ateliê durante as gravações da 4ª temporada da série, se apaixonou por uma sandália de tiras, e Louboutin, que se diz encantado pela atriz batizou a sandália com seu nome.

Uma honra, de fato, porém merecida. Afinal vários fotógrafos e CoolHunters dos mais importantes consideram a atriz como a mulher que mais influenciou no ano de 2010, além de estar sempre na lista das mais bem vestidas desde 2008, quando a série de que é protagonista estourou.




O estilo da moça é mulherão, inclusive a revista Shape a considerou como a dona do corpo mais desejado da década, afinal, ela quebrou o estigma de magreza em Hollywood.





Quase sempre aposta num visual provocativo e sexy, sem nem beirar o vulgar.




Maquiagem equilibrada, sem excessos, joias na medida.




Quase sempre, exibindo os pernões pelo qual é tão famosa.






É assim que vem conquistando o meio da moda, inclusive sendo amadrinhada como pupila da editora de moda Anna Wintour.


A atriz, ainda nega ter um stylist, o que é quase inacreditavel, já que ela esta sempre enquadrada nas tendências e usando os estilistas mais cultuados. No tapete vermelho quase sempre é tida como a mais bem vestida, ou com o cabelo mais bem preparado, o que não é muito difícil, já que possui um dos cabelos mais invejados do meio artístico.


No dia a dia usa vários toques do guarda roupa masculino pra compor o visual, e diz que são peças masculinas mesmo, com modelagem para homem, que caem bem nela, que possui 1,78 de altura.




O guru Fashion Tim Gunn, ainda afirmou no programa de David Letterman "Blake sim, ela entende de roupas" e disse que para ele, é uma das poucas da geração que realmente entende roupas e sabe usa-las de acordo com o corpo que tem.
Então além de se inspirar no estilo de moda de Blake, vale levar em consideração a atitude e a classe da moça, que pelo menos, até agora não deu nenhum vexame e também a saúde,afinal, beleza não é sinonimo de magreza!
Nayara Luchetti.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Destaques do Cinema de 2010

Pegando uma caroninha básica no post anterior que falou sobre cinema, que tal falarmos sobre os detaques do cenário cinematográfico neste ano de 2010?! O New York Times fez uma sessão de fotos incríveis com os catorze principais nomes das telonas no decorrer deste ano. O diário nova-iorquino classificou as fotos como justa homenagem aos atores e atrizes que fizeram bonito e trouxeram talento além do glamour que já apresentam fora das salas de cinema.

Dentre as fotos e personalidades escolhi quatro para comentar por aqui, então vamos a eles!


Michael Douglas. 2010 não foi um dos melhores anos para Douglas. Após ser diagnosticado com um câncer na garganta, o marido de Katherine Zeta-Jones teve que enfrentar ao longo do ano sessões de quimioterapia, além do bafafá homérico da imprensa que não perdeu a oportunidade de abordar a doença do ator. Porém o que realmente impressionou foi a atuação do ator em “Wall Street 2 – O Dinheiro Nunca Morre” de Oliver Stone e sequencia de “Wall Sreet – Poder e Cobiça” de 1987, que rendeu a Douglas um Oscar de Melhor Ator. A atuação no segundo filme da trama, já rendeu uma indicação como Melhor Ator Coadjuvante do Globo de Ouro de 2011. Particularmente não gostei muito do filme, achei um pouco parado, mas mostra bem a crise financeira que atingiu os EUA em 2008 e como funciona o mercado de ações na bolsa de valores mais famosa do mundo: Wall Street.



James Franco. Sim, o Harry do Homem-Aranha... o amigo de Peter Parker não tem porque reclamar de 2010. Foi escolhido como homem do ano pela revista americana GQ e atuou ao lado de Julia Roberts em “Comer, Rezar e Amar”, mas foi sua atuação em “127 horas” que impressionou aos críticos.
O filme que foi aplaudido de pé na sua exibição em Toronto também proporcionou uma reação incomum à platéia: muitos desmaiaram com uma cena do longa. 127 Horas é o novo filme do renomado diretor Dany Boyle, diretor de “Quem Quer Ser Um Milionário” e conta a história verídica de Aron Ralston, alpinista americano que luta pela sobrevivência, após uma rocha cair sobre seu braço e aprisioná-lo por 127 horas em um isolado cânion em Utah. Baseado no livro Between a Rock and a Hard Place, do próprio Aron Ralston, e usando depoimentos exclusivos dele para o filme, 127 Horas tem recebido elogios da critica especializada tanto pela qualidade da direção quanto pela atuação de Franco que rendeu uma indicação ao Globo de Ouro como Melhor Ator. “127 horas” tem estréia prevista por aqui só em fevereiro de 2011!

Se não bastasse tudo isso, Franco foi escolhido para apresentar a cerimônia do Oscar 2011 ao lado de Anne Hathaway, que chaaaaato!




Natalie Portman. Neste ano Natalie se tornou o novo rosto da Dior e estrelou o longa “Black Swan” que ainda não estreou no Brasil. A atriz teve que perder 9 kg para interpretar a bailarina Nina e enfrentou duras criticas da imprensa que chegou a abordar uma suposta anorexia. O filme é dirigido por Darren Aronofsky (diretor de Réquiem Para um Sonho) e trata-se de um suspense psicológico ambientado no mundo do balé de Nova York. Nina (Portman) é uma bailarina veterana que compete com a sua principal rival, Lilly (Mila Kunis – a Jackie de That 70’s Show) para pegar o papel principal em um espetáculo. A questão é que a personagem de Portman não sabe se Lilly realmente existe ou se é apenas fruto da sua imaginação.
O filme abriu o Festival de Veneza e de Cannes, além disso, tanto Portman quanto Kunis receberam indicações ao Globo de Ouro por suas atuações, Melhor Atriz de Drama e Melhor Atriz Coadjuvante de Drama, respectivamente.




Jesse Eisenberg. O ator impressionou com sua atuação na pele de Mark Zuckemberg, o criador do Facebook nas telonas no filme “A Rede Social” (para saber mais sobre o filme leia o post anterior!)

Para quem gostou das fotos e quer ver as outras no site do New York Times tem até um vídeo com bastidores e todas as fotos. Mas e aí gostaram das postadas aqui? Não deixem de comentar.

Rafaela Righetti

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Nas Telonas

"A Rede Social" conta a história do nerd que virou o mais jovem bilionário com diálogos inteligentes e atuações convincentes

Que as redes sociais dominam o mundo digital todo mundo está cansado de saber, mas e como foi feita a rede social mais popular nos EUA, senão em todo o mundo, o Facebook? A resposta podemos encontrar no filme “A Rede Social” que está nas telonas de todo o país.

O filme conta a, no mínimo contraditória, história de Mark Zuckerberg ,criador do Facebook, o nerd sem vida social que se tornou um bilionário dos sites de relacionamento e fez tantos inimigos pelo percurso. O foco do filme não é mostrar a vida do rapaz pós-facebook, mas sim a história por trás do processo de criação até chegar à dimensão que temos hoje, passando pela vida universitária em Harvard, os processos jurídicos e as reviravoltas pessoais na vida do gênio das redes sociais, brilhantemente interpretado por Jesse Eisenberg.


Onde tudo começou: Mark criou o Facebook em seu dormitório enquanto era estudante de graduação da Harvard
Aliás, a boa atuação dos protagonistas é um ponto positivo do filme, até mesmo Justin Timberlake, famoso por suas músicas e nem tanto por sua atuação em outros filmes, faz um bom trabalho na pele do criador da Napster, Sean Parker. O personagem de Justin aparece como contraponto entre Mark e Eduardo Savrin, brasileiro (não se anime no filme mal se cita isso) e co-fundador do Facebook, interpretado por Andrew Garfield.

O filme dirigido por David Fincher, diretor de “Seven” e “Clube da Luta”, foi escolhido como o melhor do ano pela Associação Nacional de Críticos de Cinema dos Estados Unidos e tem tudo para ser indicado ao Oscar, principalmente como Melhor Roteiro Adaptado, já que corresponde a adaptação do livro “Bilionários por Acaso”. O longa recebeu seis indicações para o Globo de Ouro, melhor roteiro, melhor filme de drama, melhor ator de drama para Jesse Eisenberg, melhor ator coadjuvante para Andrew Garfield, melhor direção e melhor trilha sonora.

Com uma história curiosa, diálogos inteligentes e a impressionante demonstração da mente de um gênio dos computadores o filme se torna uma ótima opção de entretenimento, vale a pena conferir!



Rafaela Righetti

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Leitura de Férias

Já estamos em dezembro, o clima natalino já está em todo lugar e o ritmo de férias para muitos também. É justamente nessa época do ano que cabe uma leitura leve e fácil que não pede muito do leitor, mas que ao mesmo tempo divirta, não é mesmo?! Uma boa opção para esse tipo de livro é “À caça de Harry Winston” de Lauren Weisberg, autora do best-seller “O Diabo Veste Prada” que teve sucesso absoluto na adaptação às telonas.

O livro, que tem 428 páginas, pode assustar pelo tamanho, mas de forma rápida e clara a autora conta a história de três amigas, Emmy, Leigh e Adriana, intercalando episódios da vida de cada uma o que torna a leitura mais dinâmica. Conforme se aproximam dos trinta anos, o livro narra quando essas três amigas percebem que suas vidas não são tão boas quanto parecem e fazem um pacto para mudá-las radicalmente. Todas relacionadas com o casamento, aliás, Harry Winston corresponde a uma tradicional marca de jóias que tem as mais luxuosas, caras e lindas alianças de noivado.

“Emmy estava a dois passos do casamento perfeito quando seu namorado a trocou pela personal trainer. Leigh é considerada o novo talento na editora onde trabalha, mas sua vida amorosa não anda tão bem quanto pensava. A brasileira Adriana odeia a palavra compromisso. Para ela, quanto mais homens melhor. As três amigas decidem fazer um grande pacto: mudar radicalmente suas vidas em um ano. Será que elas vão conseguir?”

O que também dá um quê a mais na leitura do livro é o fato de Adriana ser brasileira, o que acaba cativando de uma forma ou outra o público brasileiro, mesmo com as descrições de Adriana terem aquele típico esteriótipo estrangeiro de que “sou brasileira, sou maravilhosa e ainda...entendo de homens”.

O livro compreende a mais um romance do estilo check lit, literatura dedicada ao público feminino que estourou com o “Diário de Bridget Jones” que também ganhou sua adaptação cinematográfica. Aliás, com “À caça de Harry Winston” não será diferente, os direitos de adaptação foram comprados pela Universal e em breve estará nas telonas. Então se você não gosta de ler é só esperar chegar aos cinemas, mas se está em busca de uma leitura de férias ou mesmo um presente de Natal #ficaadica.

Rafaela Righetti

sábado, 20 de novembro de 2010

Dica pro fim de semana


Hoje e sábado, dia de promover um batimento capilar trifásico cazamiga, certo?

Entao o seis pitadas traz pra voce dicas de música pra todo tipo de cabelo!


Primeiro, pra voce que quer bater o cabelo até descolar da cabeça:

Crystal Castles - Baptism

Pra voce que quer uma vibe mais releax:

The Informers - Only You

Acordou do rock?

Depeche Mode - I feel you

Uma vibe neon?

Kesha - Dinosaur

Quer pagar de indie na balada?

Le tigre - Deceptacon

Funk?

Mc Gi - Quer romance


Só quer beber? baixa tudo e seja feliz.


beijokas.;


Nayara Luchetti

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dica de Livro


Uma dica de livro pro feriado é o "1001 filmes pra ver antes de morrer". Da serie 1001, que possui outras lista, esse de filmes é especialmente bom.

É divido por decádas e com certeza resume a história do cinema desde seu surgimento até 2007, o ano da publicação.

Para quem ama clássicos, filmes B ou só esta afim de curtir um filme de entretenimento, o livro não deixa a desejar, contém sinopses com uma pitada de crítica, características de direção e até curiosidades de backstage.

Para os amantes do cinema o mais legal é que no inicio ele possui um índice em forma de checklist, pra voce marcar os que ja viu, e quem sabe, conseguir completar os 1001.

Nayara Luchetti

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Investindo


Investir na bolsa de valores pode parecer uma coisa bastante complexa e chata, mas não é! Cada vez mais, jovens e "pessoas comuns" procuram esses tipos de investimentos e estão se saindo muito bem. É que além dos investimentos estarem mais difundidos existem diversas facilidades no meio econômico. Investir na bolsa de valores não requer fortuna nem experiência, o que mais conta é paciência, determinação e acima de tudo boa assessoria e vontade de aprender cada vez mais.


Existem diversas empresas especializadas em prestar atendimento e consultoria aos investidores em potencial, além de oferecerem palestras gratuitas, algumas ainda prestam o serviço sem cobranças, o lucro do profissional vem de acordo com o retorno do investimento, ou seja, uma porcentagem do lucro é repassada ao consultor.


O mais legal de tudo é que não existe mais aquele negócio de pessoas gritando no telefone, loucas, vermelhas e suando. Agora é tudo pelo computador e dá até pra acompanhar os investimentos em casa, via internet pelo Home Broker. Esse sistema pela internet existe desde o final da década de 90 e atualmente as operações podem ser feitas até mesmo pelo celular, através do Mobile Broker, é muita tecnologia, não?!




Ótima maneira de começar a pensar no futuro e ainda por cima ficar por dentro do mundo dos negócios, afinal mulheres de negócios são muito chiques!





Gabriela








quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Eleição ou Abstenção?

Entre votar e curtir o feriadão muitos dos "eleitores" brasileiros ficaram com a segunda opção

No último domingo todos os eleitores brasileiros votaram para a sucessão presidencial, quer dizer, nem todos. Apesar de o voto ser obrigatório em território nacional, para maiores de 18 anos com a documentação em dia, muitos optaram por justificar seus votos e deixar a eleição à mercê dos votos dos outros, sem necessariamente concordar com o resultado. O número de abstenção bateu recorde no segundo turno, com 21,47%, maior índice registrado desde 1989 quando o Brasil voltou a eleger seu governante de forma direta.

Em vista que na última eleição presidencial em 2006 o índice também foi alto, 18,99% dos eleitores não votaram no segundo turno, medidas para evitar esta abstenção eram necessárias. Primeiramente, a data que foi estipulada não contribui para a presença no segundo turno, pelo contrário estimula a ausência já que correspondeu a um domingo em meio a um feriado. Brasileiro que sempre gosta de dar seu jeitinho, prefere viajar e não votar, e o jeitinho da vez é justificar.

A justificativa para se ausentar nas eleições é outra medida que deveria ser melhor esclarecida para nós eleitores. É no mínimo ambíguo o fato do voto que é obrigatório poder ser justificado, se tornando não-obrigatório. A justificativa deveria ser mais bem apurada e utilizada em casos extremos. Aos políticos antes do pedido pelo voto faz-se necessária a demonstração da importância do exercício deste.
O pior disto tudo é que vamos nos deparar por longos quatro anos com a hipocrisia dos que não exerceram seu “poder” de voto questionando os aspectos políticos e econômicos do país. A conseqüência deste ato só vai ser refletida quando de alguma forma a política que será adotada pela nossa futura presidenta, Dilma Rouseff, atingir estes “eleitores” individualmente. Afinal, a abstenção foi uma decisão individual em uma questão coletiva, e é justamente aí que está o problema, enquanto se pensar em política individualmente em uma democracia não se pode esperar muito do eleitorado brasileiro.

Rafaela Righetti


Mudança



O seis pitadas surgiu como uma proposta de faculdade e no começo éramos seis futuras jornalistas metidas a blogueiras. Eu (Gabriela), Rafaela R., Rafaela A. e Nayara pensamos que continuar com o blog seria uma maneira de expor nossas opiniões e até mesmo expandir os assuntos que mais gostamos de conversar e garanto são muuuitos! Desse jeito a gente já aproveita o nome e o espeço do blog. A proposta atual não é seguir um padrão mas falar de qualquer coisa que dê na telha. É isso, espero que gostem!

Gabriela, Nayara, Rafaela A. e Rafaela R.

sábado, 18 de setembro de 2010

Uma pitada de Consciência

Em tempos de eleições, as propagandas políticas são as grandes vilãs. Além dos políticos falarem sempre as mesmas coisas, já estamos cansados das mesmas caras batidas e mesmas ladainhas. Mas nesse ano uma coisa me chamou bastante atenção: quanta figura manjada e sem graça em busca dos seus quinze minutos de fama de volta!! Tirica que o diga..

Dá pra acreditar que ele está liderando as pesquisas de intenção de voto para Deputado Federal em São Paulo? É, realmente.. “Pior do que tá, não fica”. Tem mais, o que é aquela mulher fruta? Vai oferecer o que pra política do país? Silicone de graça ou cotas pra quem for mais insinuante? Francamente, é no mínimo hilário o que as pessoas se submetem pra aparecer ou pra ganhar dinheiro, mas a situação é de chorar.

Então eu me pergunto, COMO A CANDIDATURA DESSAS PESSOAS É ACEITA? Simples, por que é aí que entra aquele tal negócio de legenda. O voto que os eleitores depositam nesses candidatos engraçadões pode não elegê-los, mas no final é contabilizado pro partido, favorecendo assim os figurões de sempre que nunca saem do poder e que continuam só engordando os próprios bolsos.

Na boa, ninguém é tão ingênuo a ponto de pensar que o voto não faz a diferença, já passamos dessa fase. Votar só pra fazer graça, pra quê? Quem sempre sai de palhaço no final da história é o eleitor mesmo, então o que custa analisar os candidatos direito? Não precisa ficar assistindo o horário político o dia inteiro, temos ferramentas muito mais práticas e eficazes. Pesquise, vá atrás do passado da pessoa e veja o que ela tem pra nos oferecer, o que ela tem pra oferecer de bom pro país.

Dia de votação não é o momento ideal pra ser engraçado, deixa as palhaçadas pra esses que querem atenção e que não sabem direito nem pra que estão concorrendo. E tem como ficar pior sim, só continuar acomodado, só rindo. E quem sou eu pra ta falando tudo isso? Ninguém. Só sei que não passar o resto da vida fazendo o papel de palhaça.





Gabriela Alves

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Uma pitada de Metalinguagem

Blogueiras formadoras de opinião.

A tendência agora, é ser ditadora de tendências.




Desde 2007, o mundo vem sendo bombardeado com os blogs. Todo mundo quer ter um blog, todo mundo acessa blogs. Mas dentro dessa mania, nasceu um subgrupo que vem crescendo cada vez mais, os “blogs de moda”.

Essa onda começou em Paris, blogueiras como Betty Autier que não apenas escreviam sobre moda, mas sempre que iam sair de casa tiravam fotos criativas de seus looks. Desde então o espaço dos blogs só aumentou, tanto que este ano, o jornal “Le Fígaro”, o mais importante do país publicou a seguinte frase “quem está ditando a moda são os blogs”; já que a maior parcela dos consumidores da moda, atualmente, são os jovens, os mesmos que passam horas na internet em sites como estes, que agora são responsáveis por ditarem o que usar ou não. Além de serem formadoras de opinião, essas blogueiras viram “celebridades”, viram capa de revista, são chamadas para apresentar programas na TV e estão sempre na lista VIP dos Fashion Weeks. Como na França, os blogs deixaram de ser apenas diários pessoais e passaram a serem visitados por centenas de pessoas por dia, a categoria de moda ganhou provedores só pra ela, o Mode Pass e o Look Book.

Essa onda pode ter começado na capital mundial da moda, mas não ficou por lá, hoje, países da Europa e os EUA também tem sua parcela de culpa no grande boom dessas formadoras de opinião. Hoje em dia cada país tem seu grupo de blogueiras “famosas” pelos seus editoriais super bem trabalhados. Jane Aldridge, tem apenas 17 anos e mora no Texas, seu blog ocean of shoes ficou tão famoso por lá que a menina vão ganhar sua própria linha de sapatos, pela “Urban Outfitters”.




Mireia Oller, do Blog My Daily Style de Barcelona. Que em Julho desse ano virou manchete na revista Elle.

É claro que o Brasil não ia ficar de fora dessa, assim como no Texas, tivemos caso da ex-blogueira Marimoon que assinou uma linha de calçados para a Melissa e depois virou até apresentadora da MTV. Porém a grande diferença entre esses blogs pessoais é que principalmente aqui no Brasil e Nova York algo novo vem surgindo, os blogs de moda deixaram de ser feito por meninas inexperientes que faziam editorias caseiros e passaram a ser escritos por jornalistas formados que garantem seu ganha-pão apenas com os anúncios de seus sites, que se tornam mais formais e recebem cerca de 4 ou 5 atualizações diárias não apenas com fotos e curiosidades da escritora mas sim com as principais informações do mundo da moda. Isso tudo é claro sem perder o Glamour, esse trabalho todo também tem rendido fama. Em São Paulo, Blogueiras como Janaína Rosa do site agoraquesourica.com e Julia Petit do site petiscos.com ganham status de celebrity, do tipo que distribui autógrafos na rua e viram DJ’S nas baladas mais famosas da cidade.

No Brasil, o primeiro Blog do tipo foi o Closet On Line, escrito por uma turma de jornalistas que inclui a jornalista Renata Ruiz, que também é dona de um dos blogs mais visitados da atualidade, o modaparausar. Renata diz que o blog é uma nova mídia de informação e que veio pra ficar.

É claro que a tendência está mais presente em São Paulo, mas Londrina não se exclui, um dos Blogs de moda mais famosos atualmente, o Novidadeiras, é de Londrina e serve não somente como um guia fashion mundial como também local, foca nas tendências dos londrinenses e também é guia cultural, informando sobre os eventos da cidade.

Conversei com Kaira, do blog pimenta no teu...é refresco e ela disse, que o blog ainda não é remunerado, mas vale a satisfação de poder compartilhar com os leitores um pouco do mundo dela. O pimenta, é escrito por um grupo de três amigos e de acordo com Kaira começou devido a amizade dos três escritores, que mesmo morando em cidades distantes tinham muito em comum. Kaira ainda diz: “por enquanto o que podemos fazer é isso: nos divertir!
O que achamos desta onda de blogs? Ótimo, é uma maneira de se atualizar, de distrair, de interagir, de desopilar! Cada um com um assunto diferente, com as mais diversas opiniões e estilos, e isso que é legal! E tem canal melhor pra expressar uma opinião?!”










Pra quem curte o assunto fica a dica.

Reportagem: Nayara Luchetti

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma pitada de polêmica

A imagem das mulheres, em grande parte da programação dos canais abertos, é voltada para o apelo sexual. Desde chacretes, passando por Tiazinha e Feiticeira e chegando as Panicats, o tempo foi passando e o espaço para este tipo de apelo não passou, pelo contrário, tem cadeira cativa na televisão brasileira.

Desde assistentes de palco até as dançarinas, todas sempre com um figurino providencial valorizando o corpo e as curvas “que só a mulher brasileira tem”. Esse tipo de imagem se tornou normal, por mais que muitos condenem ninguém mais se assusta. O curioso é que não se assustam com esse tipo de apelo sexual e ainda chocam com a nudez das mulheres em revistas masculinas.



Será que é tão surpreendente assim as mulheres venderem “sua intimidade” e expor seu corpo frente uma sociedade que está acostumada a ver as mulheres feito objetos no principal veículo de comunicação do país? O caso mais recente que chocou muitos é o de Cleo Pires. Muitos falam “ela não precisava disso”, “aposto que a Glória não aprovou”, “o que será que o Fábio Jr achou?”. Ninguém percebe que ao pensar isso já é uma invasão de intimidade. Será que ela expôs muito além do que já é exposto de sua vida?


Não vou ser hipócrita de falar que defendo a causa das mulheres posarem nuas. Claro que acho que como todos os atos tem consequências, e nesse caso ruins. Imagine a capa da vez passando em uma oficina de mecânicos e vendo lá o próprio “popozão” a mostra? Ou os amigos do Fiuk comentando da revista da irmã? Ou ainda na noite de autógrafos algum estranhão que foi comprar elogiando?! Será que tem cachê que pague por tudo isso?

Cleo e sua Playboy em dois momentos: no lançamento da revista e sendo abordada por um fã no aeroporto
Tenho a impressão de que depois do ensaio a visão de intimidade deve sim mudar. Mas creio que não é a toa que a maioria delas são famosas e já estão acostumadas de alguma forma com a exposição. Para muitas delas posar nua é tão normal quanto para nós ver a imagem da mulher como “boazuda” em programas de domingo à tarde.

A relação entre a nudez e a sociedade é no mínimo confusa. Não se escuta uma mulher comentando com a outra sobre a última G Magazine, isso é sinônimo de vergonha alheia. Um seio a mostra em um desfile de alta costura choca a tudo e todos. Os valores morais parecem valer para certas situações e outras não. E pra você para qual situação a moral fala mais alto?

Rafaela Righetti
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